segunda-feira, 24 de maio de 2010

FAMÍLIA...



Tem uma trecho de uma música de aviões do forró que eu adoro, ela diz assim: "meu amor próprio é tão grande e não cabe você...", serei obrigada a discordar (em partes) dela.
Meu amor próprio tornou-se tão grande que sou capaz de amar mais, e muito mais pessoas agora (porém não qualquer um[a]). Como tenho dito ultimamente, a vida (a minha vida) é uma seqüência, as vezes insuportável de desafios. Cada vez que me vejo em inércia (paz), acontece algo que obrigatoriamente me faz rever meus conceitos, minhas 'certezas' e minha vida em si. Isso já faz parte do meu roteiro, nunca serei um porto seguro, (considero isso algo bom), serei sempre uma maré inconstante, não sou afeita a monotonia.
E com essas 'balançadas' que a vida ADORA me proporcionar, sempre de uma forma ou de outra acabo saindo mais forte, e muito mais 'EU'.
Sinto-me um pouco fraca agora, talvez por isso não consiga concluir meu raciocínio, também não irei voltar pra revisar minha digitação, rs!
O que sinto agora, nesse momento é um vazio estranho, algumas pessoas me abandonaram (as que por natureza iriam mesmo uma hora ou outra me abandonar), outras permaneceram fortes ao meu lado(as que sempre estarão ao meu lado) em quanto a tempestade passava... ela passou .
Hoje entendo cada vez mais a noção de família, não irei julgar nem cobrar do 'amigos', eu os entendo, eles não sabem o que é ter família, não sabem o que é ter a certeza de que a qualquer momento de suas vidas sempre terão alguém com quem contar. EU TENHO!
Sempre me dei por inteiro em tudo que fiz na minha vida, estudo, MÚSICA, amor, família e AMIGOS... Hoje estou tendo a impressão de que jamais fui correspondida na proporção com a qual me doei.
Eu seria capaz de atravessar vales de escuridão por um amigo(a), o pior é que iria mesmo... ainda que eu fosse sozinha, e mesmo que minha mãe me pedisse pra que eu não fosse, ainda assim eu iria. Eu faria isso por alguém que amo.
Tô em um momento muito SENSÍVEL, e em momentos delicados recomenda-se não usar as palavras 'nunca' e nem 'sempre', mas como não tenho mesmo o costume de seguir conselhos...
Vou me segurar por enquanto, não vou jurar nem usar essas palavras, para que eu não caia em contradição, mas posso garantir, minhas prioridades serão revisadas!
Estar bem é quando se esta em todo e qualquer lugar com pessoas amadas, e quando se tem a certeza de que a recíproca não só é verdadeira como supera suas expectativas... Eu não estarei só enquanto permanecer ao lado das pessoas certas. FAMÍLIA...


quarta-feira, 19 de maio de 2010

Uma 'dose' de Clarice Lispector

Ouvi Wagner Moura recitar esse poema de Clarice numa entrevista com Marília gabriela na GNT,e não resiste... não sei se me apaixonei pelo poema, por Clarice (mais uma vez) ou por Wagner (mais umas vez também!). Então resolvi postá-lo... la vai:

"E depois de uma tarde de quem sou eu
E de acordar a uma hora da madrugada em desespero...
Eis que as três horas da madrugada eu me acordei
E me encontrei
Simplesmente isso:
Eu me encontrei calma, alegre
Plenitude sem fulminação
Simplesmente isso
Eu sou eu
E você é você
É lindo, é vasto
Vai durar
Eu sei mais ou menos
O que vou fazer em seguida
Mas por enquanto
Olha pra mim e me ama
Não
Tu olhas pra ti e te amas
É o que está certo."

Texto de Clarice Lispector
Extraído do Disco Rosa dos Ventos - 1971

terça-feira, 18 de maio de 2010

Ser ou não ser: eis a questão!




Tô com tantas coisas na cabeça que nem sei por onde começo, talvez não saia aqui metade das coisas que estou pensando (meus pensamentos são muito mais rápidos que meu raciocínio, e minha digitação..rs! E existem coisas das quais não posso revelar).

Pow, primeito foi a tal da TMP, que sempre me deixa horrível em todos os sentindos... Chata, brava (mais que o normal), irritada, carente, anciosa, melancólica...e muita, muita cólica!! Quiçá todo o resto que irei descreer seja só reflexo dela.

Depois veio a euforia, a vontade de diversão, viajo para buscar as tais paixões. Encontro a diversão (muita diversão) e mais uma vez provo do sabor amargo da solidão.

Um possível amor que insistos em não acreditar e rejeitar. Ô mania de não gostar de quem "gosta" de mim (as áspas simbolizam a minha dúvida teimosa). O afasto de mim, faço parecer que o erro é dele, ponho a culpa nele e depois que estou longe simplesmente peço desculpas..rs!Não corro mais o risco de estar com ele, de gostar dele. Estou em segurança, estou só!

Outro possível não amor... esse me deixa "louca"!! Mas acredito que nem é ele, é só o tempero que vem junto (que nem o miojo que eu tanto amo..rs!), o fato de ser proibido, hum... que apetitoso!! Me tem quando quer?! (não é bem por ai!) Ele me tem quando eu quero, mas eu queria mais, queria outros dias, outras horas. Ele não pode me dar o que eu quero (e nem eu a ele), ele não pode ser meu, ele não será meu. Ô mania de gostar de quem não gosta de mim! Novamente vou embora e perco parte de mim, e outra vez estou sozinha.

A tal solidão acompanhada... estou cansada dela!!

Tenho mais uma vez que refletir...

O que precisa ser mudado? Onde estou errando, aonde estou errada? Porque não fui feita pro amor? Porque não me permito amar? Sou eu que não permito ou não sou permitida? Esse é meu destino? Ser sozinha? Quem eu sou? De onde venho? Pra onde vou? Porque existo? "TO BE, OR NOT TO BE: THAT IS THE QUESTION..." e Blá Blá Blá...

E mais uma vez a vida me põe um desafio nas mãos... ela é assim, não cansa de me testar. Vive pondo minhas forças a prova, talvez ela saiba que sou forte. Deve saber mais do que eu, que no momento me acho tão fraca. Sei que sou capaz de tudo, só não sei se estou disposta a tudo!!

As vezes acredito que realmente sou mais "eu"quando estou só...