
Uma determinada vez eu ouvi de uma grande amiga que a sinceridade quando é usada para magoar uma pessoa querida, ela deixa de ser uma qualidade e passa a ser um defeito. Entretanto, hoje eu descobri algo que vai além desse belo ensinamento de minha amiga, eu descobri que você pode dizer todas as verdades mais sinceras que lhe for conveniente, mas prepare-se, pois quando você o faz, abri várias portas e janelas do seu ouvido automaticamente, para todas as coisas que pode não lhe ser agradável.
A educação que recebi da minha família, me diz que existem verdades que jamais devem ser ditas (droga, as vezes queria não ter sido educada!). Da pra entender os seres humanos? Vivem dizendo que querem a verdade, a mais pura verdade, e quando um tolo cai na asneira de assim o fazer...
Agora uma coisa que na minha incompetência não consegui até agora descobrir, é, em que capítulo das escrituras sagradas esta, em que parágrafo de qual decreto Romano foi deixado, em que lei do século XVIII foi outorgado, que todas as pessoas podem sempre me magoar seja com palavras ações ou atitudes, mas eu simplesmente nunca posso magoá-las?
Mesmo sendo magoada, devo me reservar apenas o direito de permanecer calada? Você vai ofender-me e eu permanecerei inerte? “A melhor resposta é aquela que não se da?!”, eu prefiro acreditar que não tive mesmo foi o que responder (risos).
Eu não posso admitir isso, não seria ‘eu’ se fosse dessa forma, mesmo porque, de tudo que eu possuo, a minha expressão é o que tenho de mais verdadeiro. Não mesmo, todas as vezes que eu puder usar da minha sinceridade para me proteger, assim o farei. Usarei de todas as armas que possuo para defender-me, e se necessário, ofenderei sim, toda e qualquer pessoa que ousar tentar contra a minha paz.
Pra terminar, confirmar e reafirmar tudo o que escrevi, usarei do trecho de uma música de Erasmo Carlos, que suponho, sabe mais da vida e de música do que eu; “Sinto muito mais não vou medir palavras, não se assuste com as verdades que eu disser. Quem não percebeu a dor do meu silêncio, não conhece o coração de uma mulher...”
Ilmara Cecília.

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